Ipanema entre as melhores praias do mundo: quiosques ajudam a contar a história do cartão-postal carioca

Ipanema entre as melhores praias do mundo: quiosques ajudam a contar a história do cartão-postal carioca

Entre clássicos da boemia, gastronomia à beira-mar e pontos históricos da orla reforçam a experiência que transformou a praia em referência internacional

No mapa das praias mais desejadas do planeta, só deu Rio. A Praia de Ipanema foi a única representante brasileira no ranking das 24 melhores praias do mundo, divulgado pela plataforma Tripadvisor com base nas avaliações de viajantes ao longo de 2025.

Ipanema aparece na 23ª posição, dividindo espaço com destinos consagrados da Grécia, país que lidera a lista com o maior número de praias indicadas. O levantamento considera milhares de comentários espontâneos de turistas internacionais, analisando critérios como experiência geral, beleza natural, estrutura e atmosfera.

Não é pouca coisa. De acordo com a Secretaria Municipal de Turismo da Cidade do Rio de Janeiro, em um universo global de destinos litorâneos, estar entre as 24 melhores significa manter relevância competitiva no turismo internacional, especialmente em um cenário em que viajantes buscam autenticidade, paisagem marcante e vivência cultural.

O reconhecimento dialoga com o momento positivo do turismo fluminense. Dados recentes da Secretaria de Estado de Turismo apontam crescimento expressivo na chegada de visitantes estrangeiros em 2026, reforçando o protagonismo do Rio no cenário internacional.

Entre o mar azul que virou cartão-postal do planeta e o calçadão que dita o ritmo da cidade, os quiosques espalhados pela orla fazem parte dessa identidade afetiva que transforma uma simples ida à praia em memória. São pontos que acompanham o cotidiano da areia há décadas. Em Ipanema, os points não ocupam apenas espaço na paisagem. Eles ajudam a contar a história da praia.

Ali, tradição e reinvenção convivem lado a lado. O Quiosque Alalaô carrega o título de primeiro quiosque cultural da orla carioca, abrindo espaço para arte, encontros e manifestações criativas em plena beira-mar. Já o quiosque Pôr do Sol segue como um daqueles clássicos que parecem resistir ao tempo, conhecido pela água de coco gelada e pela atmosfera simples que atravessa gerações.

Na mesma faixa de areia, o Lost in Rio trouxe um olhar voltado para a alta gastronomia, enquanto o Cat’s  mantém viva a essência do pit stop carioca, daquele lugar onde a conversa começa sem hora para acabar. O OakBerry transformou o açaí em símbolo de estilo de vida saudável diante do mar, e o Terra Vista preserva o espírito boêmio que sempre fez parte da região.

Entre os mais tradicionais, o Quase Nove é o vaguarda, quase quatro décadas de história desde os tempos dos trailers da antiga orla. Já o Nove se consolidou como espaço de experiências e ativações que acompanham a movimentação cultural da praia. E tem ainda o Geneal, impossível de dissociar da memória afetiva carioca. Afinal, poucas marcas traduzem tão bem a informalidade da praia quanto o clássico cachorro-quente dividido entre amigos depois do mergulho.

Ipanema também abriu espaço para novas experiências gastronômicas. O Sell D’Ipanema aposta em uma atmosfera sofisticada, próxima ao universo da hotelaria premium. A Bacio Di Latte trouxe seus gelatos artesanais para o cenário da praia, enquanto o La Guapa adicionou o aroma das empanadas da chef Paola Carosella ao cotidiano da orla. Já o Clássico Beach Club transformou a experiência pé na areia em um ambiente que mistura música, gastronomia e lifestyle carioca.

Talvez seja justamente essa mistura que torne Ipanema tão difícil de explicar em rankings. Porque a praia não se resume ao mar bonito ou ao pôr do sol aplaudido no Arpoador. Existe vida acontecendo entre um quiosque e outro. Existe afeto espalhado pelas mesas, sotaques cruzando pedidos no balcão e histórias silenciosas acontecendo todos os dias diante do oceano.

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