“Volta ao Rio”: supertrilha de 3.500 km reforça turismo de natureza e conecta paisagens icônicas do estado

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Novo circuito reúne praias, montanhas, unidades de conservação e rotas históricas em uma das maiores experiências de ecoturismo do país

O Rio de Janeiro acaba de ganhar uma rota que promete transformar a maneira de explorar o estado. Batizada de Volta ao Rio, a supertrilha de 3.500 quilômetros conecta unidades de conservação, cartões-postais e caminhos históricos em um circuito que atravessa diferentes regiões fluminenses entre praias, montanhas, florestas e travessias aquáticas.

Lançado no início do mês, o projeto vem ganhando destaque em portais nacionais especializados em turismo e meio ambiente por propor uma experiência flexível, democrática e integrada à natureza. O percurso reúne trilhas já conhecidas do público, como a Trilha Transcarioca, além de trechos para bicicleta e até caiaque.

O diferencial está justamente na liberdade da experiência. Não existe ponto oficial de partida nem linha de chegada. O trajeto possui formato cíclico, semelhante ao símbolo do infinito, permitindo que cada pessoa escolha por onde começar e em qual ritmo deseja percorrer o caminho.

A proposta também permite que o percurso seja realizado em etapas, respeitando a disponibilidade e o preparo físico de cada aventureiro. Em um mesmo roteiro, é possível sair das temperaturas mais baixas do Parque Nacional do Itatiaia e seguir até as praias ensolaradas da Região dos Lagos.

Entre os trechos incluídos no projeto estão a clássica Travessia Petrópolis-Teresópolis, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, remadas pelo Rio Paraíba do Sul e percursos pela Serra da Bocaina até o centro histórico de Paraty.

Níveis de dificuldade exigem preparo em alguns trechos

Apesar de grande parte da Volta ao Rio permitir percursos acessíveis e adaptáveis ao ritmo de cada visitante, alguns pontos da rota exigem atenção, preparo físico e experiência em trilhas de longa duração.

Segundo os organizadores, há trechos considerados técnicos, principalmente nas áreas de serra. Um dos desafios citados é a chamada escalaminhada do Cavalinho, localizada entre Petrópolis e Teresópolis, dentro do percurso da Travessia Petrópolis-Teresópolis.

Outro trecho de maior exigência acontece no Caminho da Serra do Mar, passando pela região de Magé e pelo histórico Caminho do Ouro, atravessando áreas elevadas da Serra dos Órgãos.

Ainda assim, a proposta da supertrilha permite diferentes possibilidades de experiência. Há opções voltadas para aventureiros experientes, mas também caminhos ideais para iniciantes, ciclistas, praticantes de remo e amantes de passeios contemplativos em meio à natureza.

Além da conexão com a natureza, o projeto fortalece o turismo sustentável e o desenvolvimento econômico regional. A expectativa é que o fluxo de visitantes impulsione pousadas, restaurantes, pequenos comércios, guias turísticos e produtores locais ao longo do percurso.

A iniciativa acompanha uma tendência global de crescimento do turismo de experiência e das viagens ligadas ao ecoturismo. Nos últimos anos, trilhas de longo curso passaram a atrair visitantes interessados em desacelerar, explorar destinos menos óbvios e criar conexão com paisagens naturais e comunidades locais.

O projeto é conduzido pela Rede Brasileira de Trilhas, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o Instituto Estadual do Ambiente e a TurisRio, além do apoio dos ministérios do Meio Ambiente e do Turismo.

A proposta segue em expansão e pretende integrar, progressivamente, os 92 municípios do estado. Um movimento que reforça o potencial do Rio de Janeiro como referência em turismo de natureza, aventura e preservação ambiental.

Entre mar, serra, mata atlântica e caminhos históricos, a Volta ao Rio surge como um convite para enxergar o estado por outro ângulo. Um percurso onde a paisagem muda a cada trecho, enquanto a sensação de descoberta acompanha toda a jornada.

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