Rio de Janeiro pode ter regiões costeiras submersas em 80 anos

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O aumento das temperaturas, o descongelamento dos pólos e a aceleração do crescimento no nível do mar têm sido observados de perto pela comunidade científica. Um estudo realizado pela Organização Climate Central em 2019 e publicado pela CNN Brasil mostra que partes do Rio de Janeiro podem ficar submersas nos próximos 80 anos.

O estudo revela que o aumento do nível do mar previsto ao longo deste século será entre 0,6 e 2,1 metros, valor superior às estimativas anteriores. O problema, que é mundial, é ainda mais grave nos países localizados à beira dos oceanos, como o Brasil que tem mais de 7.000 quilômetros de costa no Oceano Atlântico. 

No Rio de Janeiro, o menor aumento, de 0,6 metros, já afetaria bairros da Zona Oeste e Ilha do Governador. As regiões litorâneas da Zona Sul, Zona Norte e Centro também sentiriam o aumento do nível do mar, com alagamentos e diminuição da faixa de areia. 

No pior cenário previsto pela Climate Change, com um aumento de 2,1 metros no nível do mar, haverá praticamente um desaparecimento de Santa Cruz, de parte de Guaratiba e da Praia da Reserva. A orla carioca também será duramente impactada, com redução significativa de praias. Os aeroportos do Rio, todos próximos ao mar, também estão em situação grave devido à localização e correm risco de ficarem submersos. 

A pesquisa mostra como pode ser a situação por ano. Em 2030, se nada for feito, a Zona Oeste e a costa do Rio já vão sentir os efeitos. Em mais uma geração, em 2060, já não teremos o aeroporto do Galeão, com o avanço da água na região da Ilha do Governador. Para aqueles que estiverem vivos, em 2100, algumas praias do Rio serão só memória, assim como diversas praias extintas que já lembramos por aqui.

Fonte: Diário do Rio com adaptações.

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