Relembre a história dos cariocas precursores do surf no Brasil

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O ano de 2021 vai ficar marcado na história com a estreia do surf nos Jogos Olímpicos, uma conquista muito aguardada pelos atletas e fãs do esporte. Já que, oficialmente, as Olimpíadas de Tóquio começam nesta sexta-feira (23), o #TBT de hoje é também uma homenagem aqueles que desbravaram o ínicio do esporte no Brasil: Rico de Souza e Pepê Lopes. O Primeiro é atualmente embaixador do surfe brasileiro, uma referência para a nova geração, e o segundo, já falecido, entrou para a história como o primeiro surfista do Brasil a vencer um mundial, ovacionado em céu e mar. 

O Rio de Janeiro foi um dos berços da modalidade no Brasil, com locais icônicos como o Arpoador e o antigo Píer de Ipanema, a cidade maravilhosa viu nascer o surfe competitivo, nos primórdios do esporte. É claro que alguns dos nomes mais importantes também sairiam daqui. Rico de Souza e Pepê Lopes foram precursores das manobras no mar, em uma época em que quase não se falava de surf, sobretudo esportivamente. Era no máximo uma diversão. 

Pedro Paulo Guise Carneiro Lopes, o Pepê, foi o primeiro brasileiro a vencer uma etapa do Circuito Mundial, quando a competição ainda tinha pouco mais de uma década. Ele levou a melhor justamente na etapa brasileira, o Waimea 5000, disputado no Arpoador, em 1976. O carioca “cria” de Ipanema se tornou um ícone, chegando à final de Pipeline, etapa mais importante do surf internacional, no mesmo ano.  A conquista foi tão grandiosa que durante 38 anos nenhum outro surfista do Brasil conseguiu disputar a etapa,  o país só voltou a ter um finalista na competição em 2014, com Gabriel Medina. 

O resultado em Pipeline abriu as portas para a consolidação do esporte no Brasil, contribuindo para que o surf se profissionalizasse. Movido por adrenalina, ele passou por diferentes esportes e morreu vítima de um acidente de asa delta em 1991 enquanto disputava a decisão do Torneio Internacional de Voo Livre de Wakayama, no Japão.

Rico de Souza chegou a pegar ondas na companhia de Pepê. Conhecido pelo título de embaixador do surf, ele abriu  o caminho para que os atletas pudessem viver do esporte no Brasil, lutando contra preconceitos e proibições em uma época em que os surfistas eram marginalizados. Responsável pela popularização da expressão “Aloha”, Rico também quebrou recordes mundiais no surfe, como surfar na maior prancha do mundo e quando reuniu o maior número de surfistas para pegar a mesma onda na praia da Macumba, na Zona Oeste do Rio.  Atualmente, com 69 anos e ainda em forma, o carioca vibra com as oportunidades que o esporte vem ganhando. Recentemente lançou a sua biografia: “Rico de Souza, o embaixador do surfe”. 

As provas de surfe nas Olimpíadas de Tóquio começam no dia 25 de julho, na cidade de Chiba, e contará com a presença de 40 atletas, sendo 20 homens e 20 mulheres.

Fontes: Red Bull e Globo Esporte com adaptações.

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