Recuperação da Guanabara: saúde das tartarugas indica melhora do mar

Recuperação da Guanabara: saúde das tartarugas indica melhora do mar

A Baía de Guanabara, que por décadas foi marcada pela poluição, começa a escrever um novo capítulo de esperança. Um dos principais sinais dessa transformação vem das tartarugas-verdes, que nascem na África, atravessam o Atlântico e passam anos vivendo na região antes de retornar para se reproduzir. Pesquisadores da rede @tartarugascariocas, formada por instituições como Fiocruz, UFRJ, UFF, FURG, Caminho Marinho e Instituto Mar Urbano, acompanham de perto esses animais e apontam um dado animador: os casos de tartarugas doentes estão diminuindo, um reflexo claro de que a qualidade da água está melhorando.

Entre as medidas que mais impactam essa mudança, uma merece destaque: o desvio do Rio Carioca para o emissário submarino de Ipanema. Graças a essa ação, 100 milhões de litros de esgoto por dia deixaram de ser despejados na baía, um marco histórico na luta pela recuperação ambiental. Outras iniciativas reforçam esse esforço, como a instalação de 17 ecobarreiras que já retiveram mais de uma tonelada de lixo, além do monitoramento constante do Inea, que aponta avanços significativos em praias antes impróprias para banho, como a do Flamengo.

Apesar dos desafios ainda serem grandes, com lixo, chorume e cerca de 18 mil litros de esgoto por segundo chegando pela Baixada Fluminense, os resultados conquistados mostram que o investimento vale a pena.

O impacto dessa melhora vai muito além da Guanabara. As mudanças beneficiam todo o ecossistema marinho e refletem também em outras praias icônicas do Rio, como Ipanema, Copacabana e Flamengo, que atraem moradores e turistas em busca de lazer, esporte e qualidade de vida. A recuperação da baía mostra que o futuro pode ser diferente: um mar mais saudável, uma cidade mais equilibrada e uma relação renovada entre os cariocas e seu litoral.

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