Alalaô Kiosk leva a cultura da praia na Semana de Arte do Rio

Alalaô Kiosk leva a cultura da praia para o centro do Rio na Semana de Arte do Rio

Primeiro quiosque cultural da orla carioca participou da programação com arte, rodas de música, DJs e uma feira de vinil na Praça Tiradentes

O que acontece quando um quiosque de Ipanema deixa a praia por alguns dias e desembarca no coração do Centro do Rio? Arte, música, vinil e uma boa dose de carioquice. Foi assim que o Alalaô Kiosk ganhou destaque na primeira Semana de Art do Rio, levando para a Praça Tiradentes uma programação que aproximou a cultura praiana da cena artística do Centro.

Realizada entre 16 e 27 de setembro, a primeira edição da Semana de Arte do Rio reuniu mais de 400 atrações e mais de mil horas de programação, ocupando diferentes espaços da cidade com exposições, festivais, performances, música, dança, literatura e outras linguagens.

Entre os destaques da Praça Tiradentes esteve a ocupação Arte & Vinil, realizada pelo Alalaô Kiosk em parceria com A Gentil Carioca, entre os dias 17 e 20 de setembro. A programação reuniu instalações artísticas, rodas de música, DJs e uma feira de discos, transformando a praça em ponto de encontro para quem gosta de arte e boa música.

A participação do Alalaô combina com a própria essência do quiosque.

Localizado em Ipanema, o Alalaô é reconhecido pela Orla Rio como o primeiro quiosque da orla carioca voltado à arte e à sustentabilidade. O espaço foi pensado para funcionar como galeria de arte a céu aberto, mini palco, web estúdio, centro cultural e bar, levando exposições, shows, palestras e outras iniciativas culturais para o cotidiano da praia.

Na Semana de Arte do Rio, essa proposta ganhou outro endereço sem perder sua personalidade.

Durante quatro dias, a Praça Tiradentes recebeu uma programação que misturou arte contemporânea, música e cultura do vinil, em uma ocupação que convidava o público a circular, ouvir, dançar, descobrir discos e acompanhar diferentes manifestações artísticas.

O resultado foi uma espécie de encontro entre dois Rio: o da praia, representado pelo Alalaô, e o do Centro, com sua história, arquitetura, boemia e efervescência cultural.

A programação começou na quinta-feira, 17 de setembro, com a abertura da ocupação e a Roda Samba do Orelhão, às 17h, seguida pelo Bloco Aleatório, às 20h.

No encerramento, no domingo, 20 de setembro, o público encontrou uma programação que passou pelo set de Tyrone Turtle, pelo Bangarang Sound System e pela Roda de Ska com participação de BNegão.

A música dividiu espaço com as instalações que deram identidade visual à ocupação. Entre elas estavam “Solaroca”, do coletivo Opavivará, “Orelhão”, de Martin Ogolter, e “Discoteca”, do Alalaô.

E, como o nome da ocupação já entregava, o vinil também teve lugar de destaque. A feira reuniu lojas de discos locais e funcionou durante os quatro dias, completando a proposta de unir arte, música e circulação de público em um mesmo espaço.

Um quiosque que nasceu para ocupar novos espaços

A presença na Semana de Arte do Rio reforça uma vocação que o Alalaô já carrega desde sua criação: fazer da praia um ponto de encontro para diferentes linguagens culturais.

O projeto do quiosque foi inaugurado em 2021, no Arpoador, com uma proposta pioneira para a orla carioca. Seu conceito arquitetônico é inspirado em um canivete suíço e no origami japonês, com uma estrutura de apenas quatro metros quadrados que pode se transformar para receber diferentes usos.

Na programação do espaço, arte e música caminham lado a lado. Rodas como o Samba do Orelhão e a Roda de Ska ajudaram a consolidar o Alalaô como um ponto cultural da cidade, aproximando manifestações artísticas do cotidiano de quem frequenta a praia.

Por isso, vê-lo ocupando a Praça Tiradentes durante uma semana dedicada à arte parece quase uma extensão natural dessa história.

A praia também cabe no Centro

A participação do Alalaô na Semana de Arte do Rio deixa uma mensagem interessante: cultura não precisa ficar presa a um endereço.

Pode estar em uma galeria, em um museu, em um teatro, em uma praça ou em um quiosque de frente para o mar. Pode acontecer com uma exposição, uma roda de samba, uma feira de vinil ou uma conversa entre desconhecidos que começam a compartilhar a mesma música.

Na Praça Tiradentes, o Alalaô levou um pouco da energia que já movimenta seu endereço em Ipanema e encontrou um público disposto a experimentar essa mistura.

Da praia para o Centro, o Alalaô mostrou que a cultura carioca também sabe mudar de cenário sem perder a própria identidade.

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