Rio celebra 461 anos no auge e reafirma seu lugar no mundo

Cidade vive alta no turismo e no desejo de quem quer ficar
O Rio de Janeiro completa 461 anos neste 1º de março reafirmando uma vocação que atravessa séculos: ser desejado. Fundada em 1565 por Estácio de Sá, aos pés do Pão de Açúcar, a cidade construiu uma história marcada por encontros culturais, reinvenções e uma capacidade rara de transformar paisagem em identidade.
Se já foi chamada de Cidade Maravilhosa, hoje o Rio vive um momento que vai além do adjetivo. Está na moda. Ou melhor: nunca saiu dela.
Os números confirmam essa fase. Apenas em janeiro de 2026, o estado do Rio recebeu 289 mil turistas internacionais, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Argentinos lideram o ranking de visitantes, seguidos por chilenos, norte-americanos, uruguaios e franceses. A meta oficial para este ano é alcançar 2,5 milhões de turistas estrangeiros, consolidando o Rio como principal porta de entrada do Brasil para o mundo.
Mas o que chama atenção não é apenas o volume. É o comportamento.
O visitante que chega hoje não quer apenas fotografar o Cristo Redentor ou subir o Pão de Açúcar. Ele quer viver o Rio. Quer caminhar no calçadão, descobrir um quiosque charmoso, assistir ao pôr do sol no Arpoador, frequentar rodas de samba, experimentar a gastronomia da orla e sentir o que o escritor Fernando Sabino definiu com precisão: “carioca é um estado de espírito”.
Ser carioca nunca foi apenas nascer aqui. É adotar o ritmo, o humor, a leveza diante do caos e a habilidade de transformar perrengue em história boa para contar. Como bem definiu o escritor mineiro Fernando Sabino: “carioca, como se sabe, é um estado de espírito: o de alguém que, tendo nascido em qualquer parte do Brasil (ou do mundo) mora no Rio de Janeiro e enche de vida as ruas da cidade” Ou seja, ser carioca vai além de nascer no Rio de Janeiro, é o verdadeiro e único estado de espírito de quem ama o Rio.
Há quem diga que o Rio é a cidade das cidades misturadas. E talvez seja isso que sustenta sua força. Quanto mais diversa, mais magnética. Quanto mais desafiadora, mais apaixonante. O carioca segue encarando as contradições com criatividade e resiliência. E é justamente essa energia que o mundo quer experimentar.
As praias continuam sendo o grande palco dessa narrativa. Do Leme ao Pontal, são 34 quilômetros de orla que funcionam como sala de estar coletiva. Mais de 300 quiosques espalhados pela costa oferecem gastronomia, música, cultura e hospitalidade. A praia, que sempre foi democrática, ganhou nova camada de experiência.
Hoje é possível começar o dia com café da manhã à beira-mar, visitar exposições culturais, praticar esportes na areia, almoçar com vista para o oceano e terminar a tarde aplaudindo o pôr do sol na Pedra do Arpoador ou na Mureta do Leme. O cotidiano virou atração. E o estilo de vida, produto de exportação.
O Rio vive um ciclo de visibilidade internacional, retomada econômica no turismo e fortalecimento da ocupação cultural da cidade. Ao mesmo tempo, preserva aquilo que nunca perdeu: o carisma.
Aos 461 anos, o Rio não celebra apenas sua fundação. Celebra sua permanência no imaginário global. Uma cidade que resiste, se reinventa e continua inspirando.
No fim das contas, talvez a explicação seja simples. O Rio não se visita. O Rio se vive. E quem vive, costuma querer ficar.
Feliz aniversário, Cidade Maravilhosa.

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