Frescobol pode ganhar programa estadual de incentivo e preservação no Rio

Proposta aprovada em segunda discussão prevê ações para ampliar a prática do esporte e organizar sua convivência com banhistas e outros frequentadores das praias
Raquetes, uma bolinha e a faixa de areia entre os jogadores. Uma cena comum nas praias do Rio pode ganhar novas ações de incentivo e organização. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, em segunda discussão, nesta quarta-feira (16), o Projeto de Lei 7.732/26, que cria o Programa Estadual de Incentivo ao Frescobol.
A proposta estabelece medidas para estimular a prática da modalidade em escolas, comunidades e espaços públicos, além de reconhecer o frescobol como uma expressão cultural ligada ao estado. O texto também prevê iniciativas para que o esporte possa ocupar as praias de forma organizada, conciliando a atividade esportiva com a circulação e o lazer de quem frequenta esses espaços.
Mais frescobol nas praias e espaços públicos
Entre as ações previstas está a possibilidade de distribuição de kits esportivos para escolas públicas e comunidades, ampliando o acesso à modalidade. O programa também poderá apoiar a capacitação de professores e monitores para estimular a prática do esporte.
A proposta contempla ainda o apoio à realização de eventos, competições e outras atividades relacionadas ao frescobol, criando possibilidades para ampliar a presença da modalidade em diferentes pontos do estado.
Outro eixo do programa é a criação de normas e boas práticas para a prática do frescobol em praias e áreas públicas. As orientações deverão considerar horários e locais apropriados, levando em conta a segurança dos jogadores, dos banhistas e dos demais frequentadores.
Esporte que faz parte da paisagem carioca
O frescobol ocupa um espaço particular na relação dos cariocas com a praia. Criado no Rio de Janeiro na década de 1940, o esporte ganhou as areias da cidade e se espalhou por diferentes regiões do Brasil e do mundo.
Na prática, a modalidade tem uma característica que combina especialmente com a vida na orla: em vez de adversários, os jogadores atuam em parceria, mantendo a bola em movimento pelo maior tempo possível. O objetivo é construir uma sequência de trocas, com controle, agilidade e sintonia entre as duplas.
É justamente essa presença histórica que a proposta pretende valorizar ao tratar o frescobol também como manifestação cultural. O programa reúne, portanto, ações de incentivo esportivo, formação e organização do uso dos espaços públicos.
Próximos passos
Com a aprovação em segunda discussão, o projeto concluiu sua votação no plenário e seguirá para análise do Governo do Estado. O prazo previsto para sanção ou veto é de até 15 dias úteis.
Caso seja sancionada, a iniciativa poderá ser colocada em prática por meio de parcerias e convênios com entidades públicas ou privadas, como escolas, universidades, clubes esportivos, associações e federações ligadas ao frescobol.
O texto prevê ainda a possibilidade de utilização de recursos do Fundo Estadual de Incentivo ao Esporte (Fundo PRÓ-ESPORTE) para a execução das ações.
Enquanto a proposta avança, o frescobol continua fazendo parte da paisagem das praias fluminenses. No Rio, basta caminhar pela orla para encontrar o som característico das raquetes e a bola cruzando de um lado para o outro, em uma prática que mistura esporte, lazer e convivência diante do mar.
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