Cúpula do G20 no Rio marca a retomada da “foto de família” com líderes mundiais

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Após dois anos de ausência, a tradicional “foto de família” do G20 foi retomada no domingo (17), nos jardins do Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O cenário, tendo o Pão de Açúcar ao fundo, recebeu 40 líderes globais e destacou a mensagem da cúpula: “Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, iniciativa liderada pelo governo brasileiro e apoiada por todos os membros do G20, incluindo a adesão de última hora da Argentina.

No entanto, a ausência do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi notável. O líder norte-americano optou por compromissos paralelos, enquanto a Rússia, representada pelo chanceler Sergey Lavrov, manteve sua presença no registro oficial.

Retomada da tradição: um marco diplomático

A última “foto de família” havia sido registrada em Roma, em 2021. Desde então, conflitos globais, como a guerra na Ucrânia, tornaram a prática inviável nas cúpulas de Bali (2022) e Nova Déli (2023). Este ano, mesmo com a continuidade do conflito, o Brasil conseguiu reintegrar o registro como parte do evento, um movimento amplamente visto como uma vitória diplomática.

O Brasil como anfitrião e líder de iniciativas globais

A cúpula no Rio foi marcada não apenas pela retomada da “foto de família”, mas também por avanços concretos. Entre eles, a aprovação consensual da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa liderada pelo Brasil para combater desigualdades em escala global.

Para o país, sediar a cúpula foi uma oportunidade de reafirmar sua posição como protagonista no cenário internacional, fortalecendo seu papel de mediador em tempos de polarização global.

Imagem: Chefes de Estado se reúnem para foto oficial após reunião do G20 — Foto: Ricardo Stuckert/PR

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