Ao longo da última década a Cidade do Rio de Janeiro assistiu a uma revolução nos serviços prestados em diversos segmentos. Farmácias, Lojas de Conveniência, Bancas de Jornal, Padarias, Bares e Restaurantes e mobiliários urbanos da cidade sofreram profundas mudanças. Não apenas em sua infra-estrutura, mas também na sua filosofia de atendimento, todas voltadas à melhoria dos serviços prestados ao consumidor e sua adaptação a novos conceitos urbanísticos, aumentando a variedade e a quantidade dos produtos ofertados.
Eixos comerciais e turísticos sofreram profundas e bem sucedidas intervenções, reinserindo-os no contexto da cidade e, com isso, potencializando suas opções de utilização por parte da população. Como decorrência natural dessa revitalização, o incremento no comércio do local contribuiu para um aumento no nível de emprego, gerando benefícios que atingem diversas camadas da população. Esses fatos, somados a abertura de novos túneis, viadutos e vias expressas, assim como o exponencial crescimento obtido pelo turismo receptivo nos últimos anos, acabaram por desaguar em nossas praias, na forma de um caudaloso rio que chega a mais de 2 milhões de usuários em um único final de semana. Apenas na noite de Reveillon mais de 4 milhões de pessoas se espalham por suas areias aguardando a chegada do ano novo. Nossas praias não estavam preparadas para isso.
A exígua quantidade de banheiros, 1 sanitário a cada 1 km, aliada a falta de infra-estrutura básica como chuveiros, não consegue atender ao fluxo gerado por esse público crescente, criando com isso hábitos que trazem sérias implicações sanitárias e ecológicas. De acordo com o Ibope, são mais de 450.000 visitantes diariamente em nossas praias ou seja mais de 160 milhões de visitas em um ano. Calculando-se que apenas 20% utilizem-se das areias e do mar para as suas necessidades, são mais de 6 milhões de litros de urina despejados anualmente em nossas praias.